quarta-feira, 14 de agosto de 2024

OS SONHOS DA MENINA BELA

 


Bela era uma garotinha
Que vivia de fantasia
Dizia que nos livros
Encontrava a magia
E nos sonhas ela voava
Vestida de poesia.
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Muitas vezes ela ficava
Debruçada na janela
Olhava a Lua no céu
E dizia: Como é bela
E que aquele cenário
Era todinho dela.
X
A menina era muito humilde
Não conhecia a riqueza
Mas seu sonho era grande
Disso ela tinha certeza
Se sentia uma borboleta
Voando na natureza.
X
Ela sempre pedia a mãe
Para ir passear na cidade
A mãe sempre dizia
Lá só se ver a maldade
Nosso mundo é aqui
Onde flui sinceridade.
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O tempo se passou
A menina acordou contente
Era o seu aniversário
E seu maior presente
Era conhecer gente
Alegre e sorridente.
X
O dia estava lindo
Venha tomar seu café
Precisa se apressar
Vamos passear a pé
Hoje vai pra cidade
Disse o avô José.
X
A menina deu um pulo
Correu foi se arrumar
Voltou toda animada
O avô ela foi abraçar
Disse eufórica. Vamos logo
Não podemos nos atrasar.
X
Autoria-Irá Rodrigues

RIMANDO COM OS BICHINHOS

 


O passarinho gritou pro vento
Deixe de ser assanhado
Está balançando meu ninho
Me deixando ao relento.
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A borboleta Fafá
Ao ver a chuva fininha
Se escondeu numa flor
Pra não molhar sua asinha.
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A lagartixa muito arteira
Começou a dar risadas
Ao ver a brisa soprando
Deixando as lagartas assustadas.
X
E começam as brincadeiras
Esconde, esconde e amarelinha
Quando a chuva aumenta
Molhando a andorinha.
X
Autoria-Irá Rodrigues

ANTONINO


Antonino mora na roça
Inteligente desde criança
Aprendeu a ler bem cedo
Era cheio de confiança
Dizia vencer na vida
E não perdia a esperança.
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Quando foi para a escola
Chamou logo atenção
Ele sempre dedicado
Lia correto a sua lição
E dizia todo empolgado
Aprender é a minha opção.
xx
Eu garanto professora
Que na vida vou vencer
E tudo que ensinar
Com amor vou aprender
Amanhã com certeza
De você nunca vou esquecer.
xx
A professora toda orgulhosa
E feliz por aquele menino
Tão cheio de sonhos
E assim tão pequenino
Já planejava o futuro
Esse é o garoto Antonino.

Autora- Irá Rodrigues

ABELARDO E SEU BARQUINHO


Dizem que era uma vez
O menino Abelardo
Pegou tesoura e papel
Ficou todo animado
Construiu um barquinho
Com cola e papel dobrado.
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Foi colocar no rio
Parou numa calçada
Quando viu uma velha
Era muito engraçada
Com uma trouxa de roupa
Na Janela debruçada.
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Pelo lado foi passando
Ela gritou apressada
Espera, vou com você
Não precisa dizer nada
Até chegar ao rio
Largou de água azulada.
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Enquanto lavo roupa
Brinca com seu barquinho
A estrada é comprida
Não deve ir sozinho
Venha! Vamos logo
Meu lindo garotinho.
x
O rio estava largo
Engoliu o seu barquinho
O menino soluçava
Sem saber o caminho
Eu poderia alcançar
Se fosse mais ligeirinho.
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Poderia seguir o rio
Se se tivesse um veleiro
Quando viu ao lado
Chegando um cavalheiro
Senhor! Me diga uma coisa
O senhor é marinheiro?
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Gosto mesmo é de terra
Só sei cuidar de gado
Não vi o seu barquinho
Feito de jornal dobrado
Talvez nos garranchos
Ele está encalhado.
x
A velha lavadeira
Calma meu garotinho
Vamos seguir o rio
Achar o seu barquinho
O vaqueiro vai na frente
Seguiremos o caminho.
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O jacaré aconselhou
Sigam por esse lado
Eu estava cochilando
Vivo muito cansado
Ande longe das águas
Esse rio é complicado.
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As horas corriam
A tarde ficou rosada
O Sol se despedia
A noite apressada
Quando viram uma casa
Parecia abandonada.
x
O menino adormeceu
Sonhou a noite inteira
No alto do telhado
Ele viu a lavadeira
Sorrindo e brincando
Como menina arteira.
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Quando o dia amanheceu
Tinha um sapo esquisito
Parecia está molhado
Levava sabão consigo
Nas águas do rio
Tinha um barco bonito.
x
Na alegre brincadeira
Nas águas um peixinho
Era um oceano tranquilo
Lá estava seu barquinho
A lavadeira sumiu
Só ficou o garotinho.
x
Uma grande tempestade
O menino despertou
Sem saber o que aconteceu
Da cama ele pulou
Não tinha nenhum rio
Ele apenas sonhou.
x
Irá Rodrigues.

FOLIA DO AMANHECER


Nem vem o dia está claro, o Sol ainda sinhá em seu travesseiro, Adamastor sobe no poleiro, abre o bico, bate as asas e canta com intenção de despertar quem ainda dorme.
O pobre do peru aínda sonolento sai querendo esganar o galo, a galinha Esmeralda, com seus filhotes embaixo da asa reclama com o atrevimento do galo. Começa a confusão, passarinhos molhados de orvalho pulam do ninho, o dia está escuro, o que esse galo pensa.. Grita o pardal no seu melhor sono.
O Sol rindo daquela euforia resolve se levantar, abre os olhos e envia seus lindos raios alaranjados.
Hora de todos despertarem, grita a tartaruga sonolenta, as borboletas sentindo frio se abrigam nas roseiras, as abelhas começam a trabalhar, o beija-flor todo faceiro faz suas acrobacias em volta das janelas ainda fechadas. Assim começa a folia de todo amanhecer.
Irá Rodrigues.

BRINCADEIRA DAS LETRINHAS..


Um jornal envelhecido
Um monte de letrinhas
Cada uma tem seu nome
Formando palavrinhas.
x
Algumas se dão as mãos
Começa a alegria
De uma a uma se juntam
Olha que bela magia.
x
Tem nomes engraçados
Escritos com amor
Tem até coloridos
Com cheiro de flor.
x
Tem nomes pequenos
Com grande significado
Outros bem grandões
Fica todo engraçado.
x
Irá Rodrigues

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

A DISPUTA DA CIGARRA E DO GRILO

 


A cigarra aquela noite

Foi cantar na praça

O grilo chegou perto e disse:

Não estou vendo a graça

Seu canto é desafinado

E só quer fazer pirraça.

X

 Senhor grilo por favor

Deixe de palhaçada

Sempre canto nessa árvore

E animo a criançada

Que sentam pra escutar

Ainda sou elogiada.

X

 Com certeza não ouviram

A minha bela cantoria

No meu cri..cri...cri...

Eu só trago alegria

Quem vai querer trocar

Sua falta de magia.

X

 A cigarra então falou;

As crianças estão chegando

Vou começar a cantar

Você fica escutando

Depois será sua vez

E saberá quem tá agradando.

X

 A cigarra abriu seu canto

Com toda sua atenção

Lá embaixo as crianças

Na maior animação

Atentas olhavam a cigarra

Com aquele seu vozeirão.

X

 

Agora era a vez do grilo

Na grama começou a cantar

Cri..cri...cri... foi aquela confusão

As crianças começaram a gritar

Não gostamos do canto de grilo

Dessa vez vamos lhe pegar.

 X


O grilo amedrontado

Percebeu que era hora

Não gostavam do seu canto

Melhor era ir embora

Derrotado pela cigarra

Correndo dali caiu fora.

X

 

Autoria- Irá Rodrigues

 

 

 


TEM HISTÓRIA PRA TODO CANTO

 


O bicho que mora na caatinga

Gosta de um umbuzeiro

Quando fala tem razão

É sombra o dia inteiro

Quem procura abrigo

Chega correndo ligeiro.

X

 

Se tem aguada por perto

Deita olhando a beleza

Do verde que brota

Na vida da natureza

Pra quem enfrenta a seca

Essa é a maior riqueza.

X


E lá pro sertão brabo

O bicho sofre calado

Enfia a boca no chão

Pra encontrar um punhado

Apenas uma babugem

Naquele chão rachado.

X

 Pra seca o que acalenta

Na hora da emergência

É o nobre mandacaru

Planta de grande resistência

O gado sofrendo berra

Querendo sua independência.

X

 

E quando chove seu moço

Os bichos saem festejando

A cobra toda contente

Pelo verde vai rastejando

Só se ver felicidade

Nenhum bicho reclamando.

X

Remoendo de pança cheia

O jabuti fica deitado

Se alguém reclamar

Diz que está cansado

De tanto comer folhas frescas

Se sente refastelado.

X

Se quiser saber mais

A noite fica escutando

O gado dorme tranquilo

Não se ver mais berrando

É a natureza aplaudindo

E os bichos festejando.

X

 

AUTORIA-Irá Rodrigues

FAMÍLIA E ESCOLA

        Quando existe essa parceria Com boa interação Entre família e escola Melhora a educação.   Entre escola, família e...