quarta-feira, 11 de junho de 2025

A MOÇA MISTERIOSA

 

 

 

 

 


 

Apareceu numa cidade

Uma moça grã-fina

Andava de salto alto

Com sua cintura fina

Tinha corpo de mulher

E jeito de menina.

 

Se exibia nas ruas

Com batom vermelho

Parava nas esquinas

Se olhava no espelho

Quando dava um sorriso

 Nos dentes o aparelho.

 

Com seu doce carisma

Sabia como conquistar

Com todos fazia questão

De ir cumprimentar

Aquele sorriso aberto

Não tinha como não gostar.

 

Certo dia num baile

Foi pedida em casamento

Os dois foram envolvidos

Pela magia do momento

O moço era ricaço

Demonstrou contentamento.

 

O casório foi marcado

O noivo todo empolgado

Não conseguia esconder

Que estava apaixonado

O pior aconteceu

Naquele momento marcado.

 

A igreja estava lotada

O noivo no altar esperava

Começaram os comentários

A noiva nunca chegava

Saíram para procurar

Mas onde ela estava?

 

A polícia foi chamada

Começou a investigar

Ninguém tinha o endereço

E por onde começar,

Não sabiam onde morava

Como iriam encontrar…

 

O desespero era grande

Sem saber o que fazer

O noivo se lamentando

Só pensava em morrer

A vergonha era tanta

Procurou desaparecer.

 

Os dias se passavam

Era grande o sofrimento

A vida perdeu a graça

O sonho de um momento

Lembrava da sua amada

Chorava de sentimento.

 

A moça misteriosa

Sumiu feito fumaça

Não se falavam mais

Naquela grande desgraça

O noivo abandonado

Aos poucos perdia a graça.

 

Sem perder a esperança

Resolveu investigar

Andou por toda a região

Ninguém sabia explicar

Passaria a vida inteira

Um dia iria encontrar,

 

O noivo resolveu viajar

Quando avistou na estrada

Aquela que lhe fez sofrer

Parecia muito desesperada

Ele parou ao seu lado

Parecia alma penada.

 

O choque foi tão grande

O cabelo se arrepiou

Correu até um posto

O gerente lhe explicou

Tudo que aconteceu.

 

Não se sabe de onde é

Enterrada como indigente

Uma moça tão linda

Pelo visto inteligente

Esperando uma luz

Para seguir em frente.

 

Veja aquele capinzal

É onde está enterrada

Visite, faça uma oração

Ela vive pela estrada

Faz carros capotarem

É uma alma desamparada.

 

O noivo entre soluços

Seguiu naquela direção

Uma sepultura abandonada

Parecia uma assombração

Embaixo estava escrito

O nome dela, Conceição.


Saiu dali arrasado

Voltou para sua cidade

Mandou rezar uma missa

Em seu ato de caridade

Pois naquele túmulo

Deixou a sua saudade.

 

Daquele dia em diante

Muitos viam passar

A moça de batom vermelho

A casa foi abandonada

O noivo dali foi embora

O passado resolveu ignorar.

 

Irá Rodrigues

terça-feira, 18 de março de 2025

A EDUCAÇÃO

 


Se traz de nascimento 

Isso é uma grandeza 

Ser educado com todos 

Gerando gentileza.


Quando se tem esse gesto 

Não é nenhuma obrigação 

É ensinamento dos pais 

Faz parte da educação.


Não quer dizer bondade 

E um ato de respeito 

Ser tratado com dignidade 

Todos nós temos direito.


Ser gentil é um privilégio 

É a nossa maior riqueza 

Um Bom dia, com licença 

Sai atos de gentileza.


Irá Rodrigues 

MULHER MERECE RESPEITO

 


O que falta na sociedade

É ter mais consciência

Enxergar o valor da mulher

Não permitir a violência.


É preciso dar um basta

Com tanta agressão

Palavras que machuca

Agressor na prisão.


Cada dia um feminicídio

Onde fica a proteção?

Mulher não é objeto

Sem haver punição.


Mulher merece respeito 

Ela é dona do seu nariz

Não permita que um machista

Venha lhe fazer infeliz.


Tome uma atitude

Não aceite discriminação

Mulher tem o direito 

De tomar sua decisão.


Tem a lei Maria da Penha

Denuncie, faça valer

Coloque o monstro na cadeia

Dia a quem doer.


Autoria- Irá Rodrigues.

quarta-feira, 5 de março de 2025

OUZADIA DO VENTO



Juca pegou sua pipa 

Feita de papel engomado 

Subiu pela escada 

Queria soltar do telhado.


Veio o vento atrevido 

Virou logo ventania 

Pra longe levou a pipa 

Juca na maior agonia.


Precisava salvar logo 

Mas a pipa foi embora 

O pai ao ver o desespero 

Vamos fazer outra agora.


Olhando o menino viu

A pipa desaparecendo 

Pulava de nuvem em nuvem 

Do menino se esquecendo.


Irá Rodrigues.

CONFECÇÃO DE PIPAS



Corre logo criançada 

Pega papel colorido 

Não esqueça cola e vareta 

Venham se sentar na calçada.


 Comecem se divertindo 

Já pronta, hora de esperar 

O vento já vai soprar 

E o céu vai colorindo.


Soltar pipa não tem idade 

Pode ser a criancinha 

O papai e o vovô 

São momentos de felicidade.


Quando for brincar na praça 

Cuidado com os fios 

A pipa vai se agarrando 

Começa fazer pirraça.


E tem a eletricidade 

Solte bem longe dela

O bom é se divertir 

E preservar a amizade.


Veja que lindo momento 

Pipas soltas no ar 

Danças como bailarinas

Associadas pelo vento. 


Coleção poeminhas da pipa. 


Irá Rodrigues.

O BAILINHO DA FLORESTA



O dia estava animado 

Começando a grande festa 

O sapo veio avisar 

Tem carnaval na floresta.


Foi bicho de todo jeito 

A onça veio disfarçada 

A cobra chegou gritando 

É carnaval da bicharada!


Teve desfile de fantasias

O macaco se vestiu de leão 

O burro se pintou de zebra 

Imagine a confusão.


A tartaruga de roupa vermelha 

O urubu com terno quadriculado 

O urso com calça brilhosa

Ficou bem engraçado.


Dessa forma aconteceu 

De forma organizada 

Os bichos fantasiados

Na festa da bicharada. 


  Autoria Irá Rodrigues.

O BALANÇO

 


Papai armou um balanço


No pé de jacarandá


Queria que os primos


Ali pudessem brincar.


Quando o pai os levou


Juca saiu voando


Gritou logo o primo


E foram se balançando.


As gargalhadas gostosas


O tempo foi passando


Nem olharam para o céu


Um temporal se formando.


A brincadeira evoluia


Sem nem uma preocupação


Era o ar e o vento


Era uma grande emoção.


Nem tiveram tempo


Caiu um vendaval


Saíram em disparada


Entraram no quintal.


Irá Rodrigues

ENTARDECER

      Acho o momento mais lindo do dia É quando o Sol cansado vai se despedir A tarde embalada com a brisa do entardecer O céu c...