quarta-feira, 11 de junho de 2025

LITERATURA DE CORDEL

 

 

É um poema popular

Pode ser impresso

Com versos de rimar

Pode ser também oral

Quem escreve sabe falar.

 

Sua origem é Portugal

Onde tinha a tradição

Pendurava folhetos em barbantes

E virou uma sensação

Chegou aqui no Nordeste

 E virou inspiração.

 

O cordel pode ser ilustrado

Depende de quem escrever

Numa bela xilografia

Retratando o que vai ser

Falar daquele lugar

Conquista a quem vai ler.

 

O poeta que é cordelista

Quando ele vai recitar

Vai de forma melodiosa

Para o leitor acompanhar

Os versos de uma prosa

Que só ele sabe falar.

 

Quando chegou no Brasil

Logo o Nordeste abraçou

Pernambuco, Paraíba e Ceará

O povo se especializou

Bahia tentando entrar

Mas pouco aqui chegou.

 

Rio de Janeiro foi longe

Fundou sua Academia

A literatura de cordel

Essa cultura que contagia

Para o cordelista, tiro o chapéu

E viva o cordel em poesia.

Irá Rodrigues

A POESIA NORDESTINA

 

 


 

Gostamos de prosear

Quando fala de poesia

Imagine você escutar

 Como se fosse uma melodia

A gente fecha os olhos

E viaja naquela magia.

 

Em silêncio feche os olhos

Os versos acaricia

Parece que afaga a alma

O conforto contagia

Inspire profundamente

O sabor da poesia.


 Respire vagarosamente

 Deixe ela penetrar

Esvazie sua mente

Por instante sinta, ela te dominar

Acredite ela tem poder

Se duvidar, é só tentar.

 

Autora- Irá Rodrigues

 

 

MINHA PRAÇA



É Sete de Setembro,

Onde meus filhos nasceram

Os melhores anos da vida

Aqui eles viveram.

 Antigamente a casa era grande

Na frente tinha um jardim

Grama verde e muitas rosa

Ao lado um pé de jasmim.

 

As janelas abertas

Aquele cheirinho adocicado

Ai que saudade que tenho

Daquele tempo passado.

 

Lembro da noites na calçada

Onde a gente se sentava

As crianças livres brincavam

A gente observava.

 

Tudo era tão diferente

Nas noites de São João

Na rua ascendia a fogueira

Em cada casa era só animação.


O tempo passa apressado

Praça de tantas lembranças

Onde tudo era diferente

O encontro das crianças.

 

Sinto saudades daquela praça

De tanta cos boa eu me lembro

Espaço de amigos e calmaria

Minha nobre Praça Sete de Setembro.

 

Cada pedacinho desse chão

Registro a minha pegada

Sempre que posso eu falo

Da minha praça amada.

 

Irá Rodrigues

 

TUDO HOJE ESTÁ MUDADO

 

 

As moças de antigamente

Tinha idade pra namorar

Se conhecia um rapaz

Já se pensava em casar

Aprendiam com suas mães

Todas as prendas do lar.

 

 Hoje isso ficou no passado

Se conhecem no celular

É um tal de trocar mensagem

E se resolvem se encontrar

Não existe compromisso

A moda agora é ficar.


E se alguém for falar

Dizem que é normal

Se conhecem no computador

Pois é a era digital

E assim acreditam

No amor virtual.


Sem ao menos conhecer

Quem está do outro lado

Importa são belas palavras

De que está apaixonado

O perigo tá bem perto

Precisa ter mais cuidado.


Pela internet se conhecem

Vivem aquele momento

Ai vem a falsa ilusão

E nada de casamento

Se o outro não for honesto

Aguarde vem sofrimento.


Cara não é coração

Todo moço se diz prendado

Promessas de bom rapaz

Que está apaixonado

Se tentar aconselhar

Diz o tempo está mudado.


 Autora- Irá Rodrigues

 

 

 

 

 





PARAISO

 


Aqui é o melhor refugio

Um lugar só meu

Onde busco a inspiração

Apenas a natureza e eu

Misturo paz com harmonia

Nessa força que Deus me deu.

 

A poesia é minha base

Na vida é essencial

Acho que ela me escolheu

Hoje se torna indispensável

Me faz de prisioneira

Ela é insaciável.

 

Com versos preencho o vazio

Como chuva de verão

Quando chega el alaga

Floresce a inspiração

A poesia só me dar prazer

Essa paz alaga o coração.

 

Vou brincando nas palavras

Sigo na minha trajetória

Um da quando eu partir

Deixarei a minha história

Nos escritos rabiscados

Lembranças da memória.

 

Meu maior incentivo

É descrever a natureza

Seja no despertar do dia

Onde vislumbro essa beleza

Ou mesmo no pôr do Sol

Não há maior grandeza.


E assim a minha poesia

Onde retrato o passado

Falo também do presente

Onde deixo registrado

Tudo que eu vivi

Um dia será lembrado.

 

A literatura é imortal

Nos abastece de esperança

O poeta pode morrer

Mas deixa a sua herança

Seguindo por outros caminhos

Com amor e perseverança.

 

Autoria- Irá Rodrigues

 

 

OUTONO

 


Flores forrando o chão

Enquanto o vento vai dançando

As árvores ficam desnudas

E o passarinho se mudando

Encontram outros locais

E vão se agasalhando.

x  

O vento na sua ousadia

Como sempre imprevisível

Passa levantando flores

É um momento incrível

Envolve com aquela magia

Explicar- Impossível.

x

Dá vontade de deitar ali

Curtindo aquela suavidade

Aquele chão forrado de flores

Nos envolve com tranquilidade

É um paraíso de cores

 Distante do agito da cidade.

 x

Olhar o chão assim

Parece uma colcha de retalho

Com tantas cores entrelaçadas

Salpicada com gotas de orvalho

Para os bichinhos que passam

Servindo de agasalho.

x 

Se pudesse ficaria por aqui

Usufruindo esse momento

Ouvindo o som da natureza

É o melhor relaxamento

Nos envolve com paz

Penetrando o pensamento.


Autora- Irá Rodrigues

 

DE REPENTE

 


Na rocha brota uma flor

O colorido retorna

Com milhões de borboletas

Naquela tarde tão morna

Deus mostra o esplendor

E a natureza contorna.

x

Não há nada mais lindo

Quando vem aquela garoa

É o sereno do anoitecer

A ave solitária que voa

Ao longe o rugido

De uma nobre leoa.

x

Cigarras cantam com euforia

Enquanto o dia descansa

E a noite vai chegando

Trazendo nova esperança

Foi tudo tão de repente

Agora só resta lembrança.

x

Autora- Irá Rodrigues

 

 

 

 

ENTARDECER

      Acho o momento mais lindo do dia É quando o Sol cansado vai se despedir A tarde embalada com a brisa do entardecer O céu c...