segunda-feira, 12 de agosto de 2024

CERTA TARDE AS OVELHAS

 


 

Foram pra beira do rio

Uma saiu despercebida

Encantada com o verde

Pela mata foi perdida

Sem perceber caiu

No arame foi ferida.

X

As outras voltaram

No curral foram abrigar

Só na manhã seguinte

Lembraram de procurar

E seguiram pelo caminho

Sem nada encontrar.

X

 

Num canto a ovelha gemia

Não conseguia caminhar

A perna estava ferida

Teria que se arrastar

Só não tinha certeza

Se em casa iria chegar.

X

 

Do outro lado as amigas

Não perdiam a esperança

Encontrariam a ovelhinha

Indefesa feito criança

Mas a noite chegou

E nada de mudança.

X

 E assim todos os dias

Voltavam pra procurar

Uma hora com certeza

Elas iriam encontrar

E foi aquela agonia

Todas começaram a berrar.

X

Do outro lado do rio

A ovelha ferida ouviu

Respondeu com berro fraco

Do lado de cá se aplaudiu

E foi aquela alegria

Até o carneiro sorriu.

X

A amiga foi encontrada

Fizeram uma festança

Com cuidado foi levada

Não morreu a esperança

Já segura no curral

Era hora da comilança.

X

 

Irá Rodrigues

 

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