APRESENTAÇÃO
Ao entrar no mundo encantado dos
insetos, vai conhecer a Joaninha empinando suas antenas, abrindo suas lindas
asinhas, feliz com a chegada da sua festa, vai poder voar na leveza de uma
borboleta. Imaginar que numa linda floresta se divertindo com a centopeia. Com
certeza irá conhecer lugares distantes, onde a fantasia é capaz de nos levar.
Poderá criar um mundo de sonhos, brincadeiras, fantasias e acompanhar o ritmo e
vida de cada bichinho preso nesse livro.
Deixe sua imaginação viajar ao
sabor das aventuras dessa linda história.
Irá
Rodrigues
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A mamãe joaninha estava
radiante. Era festa da sua linda filhota, tudo teria que ser especial, nada
poderia faltar.
Todos os dias, acordava cedinho,
pegava a sombrinha e saía cantarolando, precisava colher as mais lindas flores
e frutas que seriam servidas no banquete refinado com muitas iguarias adequadas
Parabéns, o grande dia de
debutante.
Todos os bichinhos foram
convidados, dona aranha
Fica um xale com fios de ouro, o
vestido todo com bolinhas de cristal, os sapatos foram feitos pelo bicho
-da-seda, que caprichou deixando-o macio e confortável. Uma linda flor seria a
sombrinha, presente da Assim a Joaninha seria uma princesa dos contos de fada.
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O
gafanhoto Teodoro foi arrumar o bigode, passou o dia no salão, quando saiu
chamou a atenção, estava sem cavanhaque, as antenas tortas e não usava o Todos
olhavam espantados, o pobre parecia um espantalho. Mesmo assim, foi ao baile e
se divertiu.
A formiga é muito vaidosa,
queria ser a mais bela
Que a cigarra, comprou fita
vermelha para amarrar na cabeça, na cintura um laçarote, colar de bolas, leque
para se abanar e uma sombrinha. De tanto se admirar no espelho, foi retirando
os acessórios, ficou envergonhada ao ver a simplicidade da cigarra, pensou:
Para ser elegante não seria necessário tanto enfeite.
O mais importante era se
divertir, bastava ser feliz, o enfeite mais lindo era a alegria que nasceu no
coração e faz com que a beleza de fora seja radiante,
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A
borboleta Zazá, por ter suas longas asas, se achava a mais linda, calçou
sapatinhos de veludo, assim, não machucaria seus pezinhos, escolheu um traje
com as cores do arco-íris, perfumou-se e pariu como fada esvoaçante.
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O
dia estava atrasado, o Sol demorava para acorda. A nuvem fazendo pirraça
começou a soluçar, espirrou tão forte que logo a chuva desabou. O Sol não
querendo prosa foi tirar um cochilo, a nuvenzinha peralta despejou um temporal,
os bichinhos felizes dançavam e festejavam. A borboleta num cantinho se
encolheu, se molhasse suas asas perderia a festa da Joaninha, bem conseguiria
mais voar. Não tinha sombrinha, se abrigando nas pétalas de um girassol até que
a chuva parasse.
A
cigarra afinava a voz querendo ser a cantora da festa, pobrezinha estava
fanhosa só sabia assoviar. Envergonhada, num canto se escondeu, triste sem
ninguém para conversar.
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Dona
aranha estava apressada, tecia fios para sua roupa, passava o tempo e nada de
terminar. Se não se apressasse Iria perder a maior festa da floresta, a chuva
não parava, desistiu preferindo ficar em casa, muito triste foi dormir em sua
teia.
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A lagarta ao ver a elegância da
centopeia com seus cem pezinhos calçados foi logo perguntando:
- Onde vai toda formosa? Eu aqui
trabalhando.
- Vou ao baile da joaninha!
Oras! A amiga não foi convidada?
- Sim, sim, sim! Mas estou
atarefada, logo entrarei no casulo e por lá ficarei um tempo, voltarei como a
mais bela das borboletas, poderei participar de festas e muitos bailes.
- Boa sorte! Cada um tem a sua
missão, a lagarta se encolheu num tronco, a centopeia seguia toda esvoaçante.
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Dona
tanajura desfilava com seu bundão, muito enfeitada, levava nos braços bolsa,
sombrinha, na cabeça um laçarote, na cintura fina uma fita dourada com
ramalhete de flores. Saiu se requebrando se sentindo maravilhosa. Veio um pé de vento arrancou todos os
enfeites deixando a pobre totalmente pelada, mesmo assim, não desistiu da tão
famosa festa da Joaninha.
O
passarinho aventureiro disposto a se divertir não caprichou no visual, se
achava um nobre com suas penas azuis. Colocou apenas o chapéu, levou seu melhor
sorriso de bico a bico e seguiu cantarolando.
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De longe se avistava a tartaruga
Zazá, querendo ser a mais enfeitada exagerou, no casco pontinhos de luz, nos
braços muitas pulseiras, colar de pedras verdes, um chapéu com laçarote cor-
de- rosa, para completar sapatos dourados e óculos vermelhos.
Os coelhos ao ver começaram a
criticar. Envergonhada arrancou tudo, colocou apenas uma flor na cabeça,
precisava se apressar, com tanta lerdeza perderia a festa.
A
lagartixa Esmeralda estava nervosa, perderia aquela festa, ao ver todos
passarem a vontade lhe dominava, triste se lamentava, tinha abocanhado a prima
da joaninha que ordenou ao escorpião que não a deixasse entrar, de tanta inveja
a pobre da ficou amarela.
A
minhoca chegou atrasada, tudo culpa do besouro Totonho que a obrigou caçar um
túnel para que se abrigasse no inverno. Apressada se enfeitou, vestido amarelo,
na cabeça um laçarote, estava muito formosa, pegou carona no amigo coelho e
chegou na festa.
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A menina joaninha estava
radiante de felicidade, a festa foi um sucesso e para agradecer aos amigos, deu
de brinde uma caneca pintada com sua foto. Assim, a noite escureceu, as
cortinas se fecharam aplaudindo a Joaninha.
Agora é sua vez, sente-se no
chão, na cama ou no sofá, abra o livrinho leia com toda atenção, é hora de
viajar nas aventuras de cada convidado, depois, crie a sua historinha com ajuda
dos bichinhos. Eles moram aí em seu jardim.
Beijos com sabor de chocolate, algodão doce e folia
da joaninha.
Tia Irá Rodrigues.
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