quarta-feira, 30 de julho de 2025

LÁ NA ROÇA

 


 

Certo dia apareceu

Um pequeno passarinho

O pobre chorava

Quando caiu do ninho

Ficou ali no chão

Parecia tão tristinho.

 X

Na gaiola foi colocado

Parecia um bebê chorando

Foi cuidado com carinho

Esperto ele foi ficando

Todo de penas coloridas

E mais lindo era o seu canto.

X

 O tempo foi passando

Era hora da liberdade

Deixava a porta aberta

Ele cantava de felicidade

Saia dava uma volta

Voltava cheio de vaidade.

 X

O medo da vida lá fora

Ainda o dominava

Quando resolvia sair

Pouco se afastava

Voava pelo jardim

E logo ele voltava.

X

Ele estava enorme

Era um pássaro diferente

Com seu penacho colorido

Cantava todo imponente

Além de ser bom cantor

Era muito inteligente.

X

A escolha do seu nome

Logo tive a certeza

Por ser um pássaro feliz

Chamava de sua alteza

Com suas cores vibrantes

Como flores da natureza.

 XX

Autora- Irá Rodrigues

 

PARAISO

 


Aqui é o melhor refúgio

Um lugar só meu

Onde busco a inspiração

Apenas a natureza e eu

Misturo paz com harmonia

Nessa força que Deus me deu.

 X

A poesia é minha base

Na vida é essencial

Acho que ela me escolheu

Hoje se torna indispensável

Me faz de prisioneira

Ela é insaciável.

 X

Com versos preencho o vazio

Como chuva de verão

Quando chega el alaga

Floresce a inspiração

A poesia só me dar prazer

Essa paz alaga o coração.

 X

Vou brincando nas palavras

Sigo na minha trajetória

Um da quando eu partir

Deixarei a minha história

Nos escritos rabiscados

Lembranças da memória.

 X

Meu maior incentivo

É descrever a natureza

Seja no despertar do dia

Onde vislumbro essa beleza

Ou mesmo no pôr do Sol

Não há maior grandeza.

X

E assim a minha poesia

Onde retrato o passado

Falo também do presente

Onde deixo registrado

Tudo que eu vivi

Um dia será lembrado.

 X

A literatura é imortal

Nos abastece de esperança

O poeta pode morrer

Mas deixa a sua herança

Seguindo por outros caminhos

Com amor e perseverança.

 X

Autoria- Irá Rodrigues

 

 

 

 

DE REPENTE

 


Na rocha brota uma flor

O colorido retorna

Com milhões de borboletas

Naquela tarde tão morna

Deus mostra o esplendor

E a natureza contorna.

x

Não há nada mais lindo

Quando vem aquela garoa

É o sereno do anoitecer

A ave solitária que voa

Ao longe o rugido

De uma nobre leoa.

x 

Cigarras cantam com euforia

Enquanto o dia descansa

E a noite vai chegando

Trazendo nova esperança

Foi tudo tão de repente

Agora só resta lembrança.

xx

Autora- Irá Rodrigues

 

A NOSSA CIDADE

 

 

É o recanto de beleza

  Vem na lagoa observar

O que tem pra oferecer

O encanto desse lugar

É difícil descrever

Venha aqui visitar.

x

 No coração da cidade

Existe essa riqueza

Essa paz que vai encontrar

Contornada pela beleza

Fazendo aquela caminhada

Não há melhor grandeza.

Mas pra que tudo continue

Zelar e não destruir

Não jogue lixo na água

É hora de refletir

Precisamos proteger

Pra poder usufruir.

x

Na água existem vidas

Muitos pescam para comer

E tem pássaros e o jacaré

Que precisam viver

Então vamos cuidar do lugar

Que queremos ter.

 x


O verde que traz calma

Aqui podemos encontrar

E os patinhos na água

Sempre a cantarolar

Traz aquela paz

Quando começam a voar.

 x

Abrace essa lagoa

Preservando a natureza

Proteja esse lugar

Cuidando da sua beleza

Pena está meio descuidada

Isso só nos traz tristeza.

x

 Então vamos cobrar

O zelo pelo ambiente

Espaço tão frequentado

Por toda a nossa gente

Precisa de mais atenção

E isso tem que ser urgente.

 xx

Autora- Irá Rodrigues

FERRO DE ENGOMAR

 

 

Aquele ferro de brasa

Hoje vive aposentado

Com a chegada da energia

O pobre foi descartado

Quem usou sabe bem

Era a labuta do passado.

X


A brasa fazia esquentar

Já foi de grande valia

Disso não se lembra mais

Era a pior agonia

Engomar roupa de linho

Viva a tecnologia.

X


Virou peça de decoração

Coitada da lavadeira

Engomar roupas de linho

Que passava a tarde inteira

Deixando tudo brilhando

Na pior trabalheira.

X

 

A luta do férreo era assim

Quando ele não esquentava

Para a brasa se acender

A passadeira soprava

Ou se ficasse frio

A roupa não passava.

X

Aqui está ele velhinho

Um pouco da sua história

Quam usou sabe bem

Cantar a sua vitória

Do ferro de engomar

Só lembranças na memória.

X

Autoria Irá Rodrigues

 

 

 

RELEMBRANDO O PASSADO

 


Já ouvir tantas histórias

Daquelas de arrepiar

As pernas tremias

Via até vulto passar

O coração disparava

Começava a acelerar.

x

Sentia frio na barriga

Mas gostava de escutar

Se ouvia um barulho

Começava a imaginar

Olhava para o telhado

Com medo do monstro entrar.

 x

O velho Honório Deus o tenha

Escurecia e ele chegava

Depois de uns três cafezinhos

A história começava

Lobisomem, homem fantasma

De olhos atentos a gente escutava.

 x

Eram todas assustadoras

E a gente imaginava

Que nas sombras do terreiro

Um bicho por ali passava

E o velho com cara séria

Logo concordava.

x

Dizendo ele que encontrou

Uma mulher horrorosa

Tinha dentes pontudos

A risada desastrosa

A pele era tão feia

Como cobra escamosa.

x

Quando ele se benzeu

Fazendo o sinal da cruz

Aquela alma penada

Desapareceu sem ter luz

O velho saiu gritando

            Socorro meu Jesus.

xxx

Autoria-Irá Rodrigues

 

FAMÍLIA

 


 

Cada uma com seu valor

Não tem como comparar

Nem classe social

Porque família é amor.

 x

Família símbolo de felicidade

Ambiente de paz e proteção

Coberta pelas bençãos divinas

União e sinceridade.

x


 Nossa família é o nosso chão

Nossa força e verdade

Onde brota a esperança

É a nossa base e proteção.

 

Autoria- Irá Rodrigues



 

 

SÃO LEMBRANÇAS DO PASSADO

 

 


 

 

 

O tempo muda as pessoas

O povo de antigamente

Eram sábios por natureza

Sabiam viver contente

Amizade valia ouro

Era tão diferente.

x


Nas noites de Lua cheia

O povo se encontrava

Uma prosa boa

De tudo se falava

Mas uma coisa era certa

Nunca faltava alegria.

x

Não existia separação

Das empregadas as professoras

Nem do trabalhador e o patrão

Lavadeiras e ou agricultoras

E nas horas de brincadeiras

Todas viravam cantoras.

Eram momento de descontração

Em um dia da semana

Lavavam roupa no tanque

Enquanto trabalhavam

A prosa era bacana

A merenda se dividia

Seja farofa ou banana.

 x

Cada uma com sua profissão

Tinha Zilda a costureira

Ninguém fazia melhor

Dona Nita era rendeira

Trabalhava bem nos bilros

E Edite a melhor engomadeira.

 x


Lembro bem dos artistas

Seu Juvenal era sapateiro

Deixava tudo novinho

Pedro era barbeiro

Estevão na cozinha

Era um bom cozinheiro.

 

Autoria-Irá Rodrigues

 

 

 

 

CORDELZINHO DA VIDA


 

Nossa vida é cheia de surpresas

Pode ser bem divertida

Ou acontece desacertos

E assim a nossa vida

Tem a cor que a gente pinta

Ser odiada ou querida.

 

Pode ser maravilhosa

Como uma aquarela

Feito um arco-íris

Visto pela janela

Afinal se chama vida

Por isso é tão bela.

Autoria-Irá Rodrigues

EU APRENDIZ

 


 

Tenho um amigo cordelista

Onde tento aprender

Escrever um bom cordel

E o que devo entender

Com toda educação

Me diz o que saber.

x

 

Assim eu vou tentando

Eliminando a dificuldade

Sigo na vida rabiscando

Do amor até a saudade

De tudo eu tento fazer

Sem fugir da verdade.

Sei o quanto é difícil

Mas eu gosto de tentar

Viajar em minha poesia

E um verso poder juntar

Assim meu professor

Sabe me orientar.

 x

Recorrer a quem sabe

E escreve muito bem

Esse sabe orientar

E fala do erro também

Nessa vida de poeta

Precisamos de alguém.

 x

E vamos seguir na luta

Um bom cordel aprender

Vou tentando melhorar

E as regras obedecer

Como tudo nessa vida

Precisamos muito ler.

 x

Todo sonha se consegue

Um dia poder realizar

É só ser persistente

E no caminho trilhar

Melhor se ter alguém

Disposto a nos ajudar.

 x

Aprender pode ser lento

Mas tudo vale a pena

A grandeza do cordel

Traz uma alma serena

É um grande aprendizado

A luta se torna pequena.

 x

Encerro aqui meus versos

Só não venha criticar

Os erros eu agradeço

Se vier me ajudar

A crítica nos faz bem

E ajuda a melhorar.

 xx

Autoria- Irá Rodrigues

Irapoesias.blogspot.com




 

 

BRINCANDO SE FAZ CORDEL

 


 

Pega um verso junta outro

Logo sai a poesia

Na brincadeira do cordel

Se tem sabedoria

Assim vai aprendendo

Só treinar todo dia.

 x

Pode passar até meses

Mas a luta continua

Falar até de tristeza

Melhor se falar da Lua

Quem não gosta de ouvir

Cordel no meio da rua.

x

O cordel é apaixonante

Seja do campo ou cidade

Pra saber escrever bem

Não precisa ter idade

É só falar a verdade.

x

Autoria- Irá Rodrigues

HISTÓRIA SE ESPALHANDO


 

Tudo que Zé ouvia

Ele logo saia espalhando

Até que um dia inventou

Ter visto uma cobra pescando

Falava com tanta certeza

E o povo ia acreditando.

 

Certa vez ele sumiu

Era ainda menino

Gostava de andar

Dizia ser seu destino

Mas força ele não tinha

Com seu porte franzino.

 

Chegou um dia na praça

Aquela inocente criatura

Trazendo aquele sorriso

E uma sacola na cintura

Dizia que ali carregava

Ternura e aventura.

Autora- Irá Rodrigues

 

 

 

BRINCANDO COM CORDEL

 

 


 

Vou contar uma história

Preste bem atenção

Tudo que o velho falava

Era cheio de emoção

E juro ser verdade

E nada de ficção.

 

Dizia morar no mundo

E gostava de viajar

Era só pegar um livro

Começava a folhear

E depois sentava na praça

Era hora de declamar.

 

O livro criava vidas

Nas suas mãos ele dizia

O livro trazia sonhos

E também alegria

Era só sentar-se tranquilo

E tudo acontecia.

 

               Autora- Irá Rodrigues

ZÉ DO GUARDA-CHUVA

 


 

Tudo que o Zé fazia

Era um trabalho caprichado

Toda a região lhe procurava

Se tivesse um guarda-chuva quebrado

Tirava perna de um, colocava no outro

E exibia ele todo consertado.

X

Era só as chuvas chegarem

Todo mundo lhe procurava

O tempo ficava curto

Noite e dia ele trabalhava

O guarda-chuva novo

Das suas mãos brotava.

X

Até aquele velhinho

Que a ele entregava

Pernas por pernas

 Com paciência ele juntava

Se o pano estivesse estragado

Um novo ele colocava.

X

Um guarda-chuva quebrado

Trazia aquela tristeza

Quando ficava concertado

Era vitória com certeza

Espalhava aquele sorriso

Diante daquela beleza.

X

Essa profissão ficou extinta

Era um oficio louvável

Hoje o guarda-chuva

Virou peça descartável

E assim morre a tradição

Isso tudo é lamentável.

X

Infelizmente tudo tem fim

Sem esperar chega a hora

Se quebrou o guarda-chuva

Logo se joga fora

Horas, não tem concerto

Manda esse lixo embora.

X

E assim a vida segue

É o defeito da gente

Nesse mundo consumista

Não são as coisas somente

Que estão descartando

E nessa realidade segue em frente.

X

Autoria-Irá Rodrigues

 

 

FAMÍLIA E ESCOLA

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