Voltou a viver tristonho
A mulher que tanto amava
Fugiu com seu vizinho
Enquanto ele trabalhava
Pela porta dos fundos
A amada escapava.
X
O ciúme de Zé Matuto
Foi a sua destruição
Deixava a mulher trancada
Sem nenhuma opção
Buscando sua liberdade
Bateu asas a Conceição.
Quando Zé chegou em casa
Procurou o seu amor
A casa estava vazia
Na cama o cobertor
Abraçou como se fosse ela
Mas ali só restava dor.
Zé se sentindo culpado
A culpa batia forte
Jogou fora sua amada
Agora estava sem norte
Se ela não voltasse
Ele preferia a morte.
Zé Matuto viajou
Pro velório do sogro
Um homem respeitado
Por toda aquela região
De longe viu o cunhado
Chegou tirou o chapéu
Deu um abraço apertado.
Ao ver a situação
Se sentiu envergonhado
Logo trouxeram cerveja
E um porco bem assado
Todos na maior fara
E na sala o velho esticado.
Zé Matuto não viu a noiva
E foi procurar a donzela
Com certeza estava triste
Na maior churumela
Quase caiu de costas
Quando se encontrou com ela.
x
Ela no terreiro dançava
Tudo que encontrou ali
Morria e não acreditava
O pai morto no cachão
E a filha se embebedava.
A noite foi um tormento
O velho foi enterrado
Não teve uma só lágrima
O momento foi festejado
O Zé Matuto fugiu dali
Meio zonzo e atrapalhado.
Autora- Irá Rodrigues
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