sexta-feira, 4 de julho de 2025

COITADO DO ZÉ MATUTO

 


 

Voltou a viver tristonho

A mulher que tanto amava

Fugiu com seu vizinho

Enquanto ele trabalhava

Pela porta dos fundos

A amada escapava.

X

O ciúme de Zé Matuto

Foi a sua destruição

Deixava a mulher trancada

Sem nenhuma opção

Buscando sua liberdade

Bateu asas a Conceição.

Quando Zé chegou em casa

Procurou o seu amor

A casa estava vazia

Na cama o cobertor

Abraçou como se fosse ela

Mas ali só restava dor.

 X

Zé se sentindo culpado

A culpa batia forte

Jogou fora sua amada

Agora estava sem norte

Se ela não voltasse

Ele preferia a morte.

X

Irá Rodrigues

 

xxxxxxxx 

 

 

 

Zé Matuto viajou

 

Pro velório do sogro

Um homem respeitado

Por toda aquela região

De longe viu o cunhado

Chegou tirou o chapéu

Deu um abraço apertado.

Ao ver a situação

Se sentiu envergonhado

Logo trouxeram cerveja

E um porco bem assado

Todos na maior fara

E na sala o velho esticado.

 x

Zé Matuto não viu a noiva

E foi procurar a donzela

Com certeza estava triste

Na maior churumela

Quase caiu de costas

Quando se encontrou com ela.

x

 Com uma garrafa de pinga

Ela no terreiro dançava

Tudo que encontrou ali

Morria e não acreditava

O pai morto no cachão

E a filha se embebedava.

 x

A noite foi um tormento

O velho foi enterrado

Não teve uma só lágrima

O momento foi festejado

O Zé Matuto fugiu dali

Meio zonzo e atrapalhado.

 x

Autora- Irá Rodrigues

 

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