sexta-feira, 4 de julho de 2025

ZÉ MATUTO

 


Resolveu ser cordelista

Pegou um livro foi ler

Tirando versos da vida

Começou a escrever

O cordel é coisa boa

Quam interessa aprender.

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E foi Zé rabiscando

Trazendo coisa da memória

Arrancando da sua cachola

Um pouco da sua história

Dos perrengues que passou

E também da sua vitória.

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A noite olhando a Lua

Pegou lápis e papel

Falaria do seu amor

Numa forma der cordel

Esqueceria as decepções

E daquela fase cruel.

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Agora vivendo feliz

Com sua mulher do lado

Tudo que desejava

Era esquecer o passado

Falaria só de amor

Era um homem apaixonado.

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Quando viu escreveu muito

Sem ter nenhum embaraço

A musa bem ao seu lado

Presa naquele abraço

Era tudo que Zé queria

Sem sobrar nenhum espaço.

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E quando ele foi declamar

Parecia cena de novela

Ao olhar a sua muié

Debruçada na janela

No jardim do seu coração

Era a flor mais bela.

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Autoria Irá Rodrigues

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ZÉ MATUTO

 

Nas bandas do nordeste

Começou a sua história

Aquele moleque magrelo

Era cheio de vitória

Cantava bem o repente

Tirado das sua memória.

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Um dia Zé foi embora

No mundo foi viajar

Mas não esquecia seu povo

Um dia iria voltar

Ganhou fama lá fora

No nordeste veio brilhar.

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Virou o rei do lugar

Cantava feito rouxinol

Mas na sua humildade

Pegava vara e anzol

Ficava na beira do rio

Até o pôr do Sol.

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A note era sempre assim

Na posta ele se sentava

Pegava o seu violão

Logo a turma chegava

Ele puxava um repente

Só de amor ele falava.

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Autoria- Irá Rodrigues

 



 

 

 

 

 

 

 

 

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