Resolveu ser
cordelista
Pegou um
livro foi ler
Tirando
versos da vida
Começou a
escrever
O cordel é
coisa boa
Quam
interessa aprender.
x
E foi Zé
rabiscando
Trazendo
coisa da memória
Arrancando
da sua cachola
Um pouco da
sua história
Dos
perrengues que passou
E também da
sua vitória.
x
A noite
olhando a Lua
Pegou lápis
e papel
Falaria do
seu amor
Numa forma
der cordel
Esqueceria
as decepções
E daquela
fase cruel.
x
Agora
vivendo feliz
Com sua
mulher do lado
Tudo que
desejava
Era esquecer
o passado
Falaria só
de amor
Era um homem
apaixonado.
x
Quando viu
escreveu muito
Sem ter
nenhum embaraço
A musa bem
ao seu lado
Presa
naquele abraço
Era tudo que
Zé queria
Sem sobrar
nenhum espaço.
x
E quando ele
foi declamar
Parecia cena
de novela
Ao olhar a
sua muié
Debruçada na
janela
No jardim do
seu coração
Era a flor
mais bela.
x
Autoria Irá
Rodrigues
ZÉ MATUTO
Nas bandas do nordeste
Começou a sua história
Aquele moleque magrelo
Era cheio de vitória
Cantava bem o repente
Tirado das sua memória.
Um dia Zé foi embora
No mundo foi viajar
Mas não esquecia seu povo
Um dia iria voltar
Ganhou fama lá fora
No nordeste veio brilhar.
Virou o rei do lugar
Cantava feito rouxinol
Mas na sua humildade
Pegava vara e anzol
Ficava na beira do rio
Até o pôr do Sol.
A note era sempre assim
Na posta ele se sentava
Pegava o seu violão
Logo a turma chegava
Ele puxava um repente
Só de amor ele falava.
Autoria- Irá Rodrigues
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