Onde se pode ouvir a brisa soprar
O desabrochar de uma flor
Aquele ruído que afaga a audição
Quando da seriema ouve uma canção.
A noite o coaxar de sapos na lagoa
Vagalumes com suas bundinhas acesas
E o canto inebriante do passarinho
No amanhecer saindo do ninho.
E o suave murmurar do vento
Encrespando a face do riacho
Aquela chuvinha que cai
Enquanto a tarde se vai.
Ali é capaz de contemplar as estrelas
Dormir sonhando, acordar feliz
Confabular em noite de luar
A poesia surge sem esperar.
É vida simples no campo
Onde o barulho é uma canção
Do galo ao amanhecer cantando
Enquanto o sol vai chegando...
Autoria- Irá Rodrigues
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