sexta-feira, 4 de julho de 2025

UMA HISTÓRIA INVENTADA

 

 

O pobre do Zé Matuto

Estava acabrunhado

O povo só comentava

Chamava amaldiçoado

Confiou numa mulher

E por ela foi roubado.

 x

Zé Maturo é homem bom

Um amigo inteligente

Estava vivendo um inferno

Na língua de muita gente

Que não o conhecia

E criticavam, infelizmente.

 x

 Resolveu ficar na fazenda

Até o povo esquecer

Um dia com certeza

Iriam reconhecer

No momento queria distancia

Era o melhor a fazer.

x

Autoria-Irá Rodrigues

 

xxxxx 

ZÉ MATUTO

 

Zé viajou pra capital

Com seu jeito apaixonado

Pra conquistar a donzela

Comprou perfume importado

O coitado do matuto

Foi de novo enganado.

x 

Assim que chegou

Foi o pior momento

A muié apareceu

E disse sem sentimento

Melhor você ir embora

Não vou lhe causar sofrimento.

 x

Zé Matuto todo empolgado

Sentiu que abria o chão

As lágrimas escorriam

Com aquela situação

Ela estava com outro

Mais uma decepção.

x 

Andou de cabeça baixa

Se encostou num poste

Viajou de tão longe

Novamente não teve sorte

Se sentia um fracassado

Pensou que seria forte.

 x

Pegou um ônibus de volta

Passou dias na estrada

Jurou não mais ir atrás

De nenhuma namorada

Desceu antes do ponto

Andou perdido na estrada.

xxxxxx 

 

Autoria- Irá Rodrigues

Santo Estevão-Bahia

              Brasil


 

 

 

 

 

 

 

 

ZÉ MATUTO

 


Resolveu ser cordelista

Pegou um livro foi ler

Tirando versos da vida

Começou a escrever

O cordel é coisa boa

Quam interessa aprender.

                       x

 

E foi Zé rabiscando

Trazendo coisa da memória

Arrancando da sua cachola

Um pouco da sua história

Dos perrengues que passou

E também da sua vitória.

x

 

A noite olhando a Lua

Pegou lápis e papel

Falaria do seu amor

Numa forma der cordel

Esqueceria as decepções

E daquela fase cruel.

x

Agora vivendo feliz

Com sua mulher do lado

Tudo que desejava

Era esquecer o passado

Falaria só de amor

Era um homem apaixonado.

x


Quando viu escreveu muito

Sem ter nenhum embaraço

A musa bem ao seu lado

Presa naquele abraço

Era tudo que Zé queria

Sem sobrar nenhum espaço.

x

E quando ele foi declamar

Parecia cena de novela

Ao olhar a sua muié

Debruçada na janela

No jardim do seu coração

Era a flor mais bela.

x

Autoria Irá Rodrigues

xxxxxxx 

 

ZÉ MATUTO

 

Nas bandas do nordeste

Começou a sua história

Aquele moleque magrelo

Era cheio de vitória

Cantava bem o repente

Tirado das sua memória.

 x

Um dia Zé foi embora

No mundo foi viajar

Mas não esquecia seu povo

Um dia iria voltar

Ganhou fama lá fora

No nordeste veio brilhar.

 x

Virou o rei do lugar

Cantava feito rouxinol

Mas na sua humildade

Pegava vara e anzol

Ficava na beira do rio

Até o pôr do Sol.

 x

A note era sempre assim

Na posta ele se sentava

Pegava o seu violão

Logo a turma chegava

Ele puxava um repente

Só de amor ele falava.

 x

Autoria- Irá Rodrigues

 



 

 

 

 

 

 

 

 

ZÉ MATUTO


Era segunda feira

Foi ver a namorada

Uma morena bonita

Que vivia apaixonada

Abandonada pelos pais

Na beira de uma estrada.

 x

O Zé era muito sincero

Por ela ele esperava

Ao lado da cancela

De longe ele a olhava

Com aquele olhar triste

Ele logo lhe acenava.

 x 

Amaria para sempre

A sua morena mimosa

Parecia uma flor

A sua pequena Rosa

Sofreu por tanto tempo

Com sua mãe rigorosa.

Irá Rodrigues

 

 



FALAR DO NORDESTINO


 

É falar desse lindo lugar

Terra de povo valente

Sol ou chuva vai à luta

Quem nasce lá no agreste

Orgulho desse sertão

Pedaço amado desse chão

O nosso coração é Nordeste...

 x

Povo rico de cultura

Tem cordel e violeiro

Tem poesia brotando na veia

Ao som  de um pandeiro

Tem história de lampião

Na sanfona de Gonzagão

Lendas vivas no mundo inteiro...

 

 

Irá Rodrigues

 

 

 

 

 

 

 

 

 



A GANÂNCIA DO PODER


 

O povo até se esqueceu

E perdeu a consciência

Que o maldito vírus

Não pede clemência

Depois vem o estrago

E a dura consequência.

x 

Será que não estão vendo

O absurdo da multidão

Abram os olhos eleitores

Não chore em um caixão

Os políticos logo somem

Depois da eleição.

x 

Agora tudo virou normal

Vivendo a própria sorte

Praças aglomeradas

Cada um se achando forte

Os políticos enganando

Querendo vencer a morte,

x 

Não vejo mais exigências

O povo faz o que convém

Não querem perder o voto

Essa é arma que tem

A vida só temos uma

Esse é o nosso bem.

 x

 

Como seria honesto

Se levassem a vida a sério

Mas agora banalizou

Não existe nenhum critério

Depois da eleição

Enchem o cemitério.

 x

O controle se acabou

Mas não vamos esquecer

De cuidar da nossa vida

E seguir o nosso dever

Se é mesmo pra votar

Vamos saber escolher.

Irá Rodrigues

CORDELZINHO DO ELEITOR

 


 

 

 Começou a grande corrida

Todos querendo ganhar

Se a coisa não fosse boa

Ninguém iria brigar

É um estica sem limites

Pra ver quem vai comandar.

 

 

Cada dia um novo medo

Toma conta da população

Precisamos nos unir

Abraçando essa nação

Vivemos apavorados

Com tanta transformação.

 

Cada um só ver o outro

Em tempo de eleição

Ganhou, cada um se vire

Dando adeus a população

E vai a grande corrida

Na estrada da alienação.

 

 

Muitos estavam camuflados

Ou no faz de conta da enrolação

Nem venham com caras de santos

Precisamos de reflexão

Avaliar cada um é preciso

Antes do dia da eleição.

 

Não somos cegos nem leigos

Mas quem vende voto é sem jeito

Depois não pode reclamar

Pois perde todo respeito

Voto consciente é livre

Temos o nosso direito.

 

Os abraços e sorrisos abertos

Na corrida do poder

Nossa cidade merece caráter

E vamos juntos defender

Votar precisa saber avaliar

Eleger quem bem merecer.

 

Sei que por aí ainda tem

O eleitor encabrestado

Que vota por umas migalhas

Esse fica bem calado

Diz votar em todos

E come de cada lado.

 

Nosso voto não tem preço

Ele tem é consciência

Vote sabendo avaliar

Siga sua consciência

 A vida de um político

Precisa ter transparência.

 

Não confie em falsas promessas

A esses faltam lealdade

Lutar é nosso direito

Valorizar a nossa cidade

Deus estará no comando

Faça seu voto valer de verdade.

 


Irá Rodrigues

Santo Estevão-Bahia

AS LEMBRANÇAS DE ZÉ MATUTO

 


 

Numa roda de prosa

Falou do seu avô

Lembrou-se da sua infância

De todo o seu amor

Quando juntos andavam

Em cima de um trator.

x 

Falou das aventuras

Vividas com seu José

Um velho empregado

Que só andava de pé

Gostava de uma história

Entre um gole de café.

 x

 Seu avô era respeitado

Homem de muita valia

Qualquer dúvida na região

Aquele homem sabia

A sua casa grande

Era cheia de alegria.

 x


Sua avó dona Maria

Seu avô era seu João

Ela muito bondosa

Tinham um bom coração

Essas boas lembranças

Vinham lágrimas de emoção.

Irá Rodrigues

 

ENTARDECER

      Acho o momento mais lindo do dia É quando o Sol cansado vai se despedir A tarde embalada com a brisa do entardecer O céu c...