sexta-feira, 4 de julho de 2025

OS VERSOS

 

 

São Como a chuva caindo

Palavras que se juntam

Versos que se perdem

A poesia vai surgindo.

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 Chega e nos surpreende

É a viagem mais bela

Faz o poeta flutuar

Alguns não entende.

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Essa boa inquietação

Traz a essência da poesia

É como o Sol e a Lua

Causando admiração.

 

 

Irá Rodrigues

 

 

 

A MELHOR VIAGEM

 


 

É um resgate ao passado

Vasculhar os pensamentos

Relembrar as histórias

Tudo tão guardado.

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Lembranças que ficaram para trás

Registradas em versos

Lágrimas de recordações

Lembrar me satisfaz.

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Tanta coisa pasxsa em minha mente

Alguns preservo, outros descarto

Importa em seguis em frente.

Hoje tudo está distante

Apenas essa saudade

que chega num instante.

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Irá Rodrigues

 

ZÉ MATUTO

 


Nascido na roça

Teve pouca leitura

Mão calejada da enxada

Mas a melhor criatura

Nordestino arretado

Dotado de toda bravura.

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Não tinha medo da luta

Nem sabia reclamar

Trabalhava com afinco

Até a noite chegar

 Ainda sobrava disposição

Pra uma moda cantar.

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Só aos domingos

Parava para descansar

Montado em seu cavalo

Na cidade ia passear

Encontrar os amigos

E com ele prosear.

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Mas na segunda cedinho

Seguia para o roçado

Precisava preparar o pasto

Pra colocar seu gado

Umas cem novilhas

Que ele havia comprado.

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Ninguém ver o Zé parado

 Só se for em data especial

Feriado da Semana Santa

E também no carnaval

E outra que ele respeita

É a noite de Natal.

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 Vivendo no pé da serra

Com a natureza presente

Ali passaria sua vida

Por perto tinha parente

Uma vila foi formada

E nunca faltava gente.

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Zé costumava dizer:

Aqui é o meu ranchinho

Vejo o gado lá no pasto

Ou bebendo água no riachinho

Tinha tudo que precisasse

Ali no seu cantinho.

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Nas noite de lua cheia

Não faltava diversão

De todo canto vinha um

Trazendo seu violão

Enchendo aquele lugar

Com repente e modão.

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E quando o dia amanhecia

Cantava o galo Velhinho

Que logo era acompanhado

Pelo canto do passarinho

Tudo que precisava

Tinha no seu ranchinho.

 xxx

Autora- Irá Rodrigues



ZÉ MATUTO

 

Perdia o sossego

Andava agoniado

Aquele grande amor

Pelo corpo espalhado

Não tinha como negar

Que estava apaixonado.

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A noite na sua varanda

Por horas ficava sentado

Pegava o velho violão

O seu cão deitado do lado

Só pensava na morena

Lhe deixando angustiado.

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Era um homem sincero

Vivendo no interior

Bastava fechar os olhos

Lembrava do seu amor

Que partiu de repente

Deixando-lhe naquela dor.

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Irá Rodrigues

 

 

 

 

AS LEMBRANÇAS DE ZÉ MATUTO

 


 

Numa roda de prosa

Falou do seu avô

Lembrou-se da sua infância

De todo o seu amor

Quando juntos andavam

Em cima de um trator.

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Falou das aventuras

Vividas com seu José

Um velho empregado

Que só andava de pé

Gostava de uma história

Entre um gole de café.

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 Seu avô era respeitado

Homem de muita valia

Qualquer dúvida na região

Aquele homem sabia

A sua casa grande

Era cheia de alegria.

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Sua avó dona Maria

Seu avô era seu João

Ela muito bondosa

Tinham um bom coração

Essas boas lembranças

Vinham lágrimas de emoção.

xxxx

Irá Rodrigues

 

DESILUSÃO DE ZÉ MATUTO

 


 

Zé estava desiludido

Queria pegar a estrada

Resolveu ir viajar

Vendeu sua boiada

Onde encontrasse paz

Seria a sua parada.

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Saiu do Nordeste

Em direção a capital

Queria encontrar alguém

Que levantasse o seu astral

Não queria mais ilusão

Queria viver o real.

 x

Deixaria pra traz a tristeza

Na mala levaria a saudade

Quem sabe conhecer a Europa

Ver um mundo de verdade

Bem longe do seu sertão

Esquecer um pouco a realidade.

x 

Zé tinha sempre afirmou

 Ser um homem apaixonado

Encontrar uma boa moça

E voltar de lá casado

Enterrar de uma vez

A tristeza do passado.

xx 

Autoria-Irá Rodrigues

https://irapoesias.blogspote.com/

O PARAÍSO

 

 

Na fazenda de Zé Matuto

No território rural

Tem um belo pomar

Na frente tem o curral

Entre flores e árvores

A beleza é sem igual.

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Aquela região

É bastante conhecida

Quem ali for visitar

Era bela a acolhida

Não apenas pelo lugar

Mas pela pessoa querida.

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Zé é um moço simples

Daquele jeito especial

É grande amigo de todos

E quem chegasse no local

Se encantava com o nordestino

Um homem de alto astral.

x 

Sua casa era aberta

Para quem desejasse chegar

Quem conhece o Zé

Sempre deseja voltar

As festas sempre bonitas

Sem hora para acabar.

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Zé fornecia água

Pra toda comunidade

O açude era cuidado

Abastecia campo e cidade

Ninguém naquela região

Passava necessidade.

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 Na fazenda de Zé Matuto

Tudo ali era fartura

Da tirada do leite

Até na agricultura

O cultivo era perfeito

Seguindo a melhor cultura.

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Autoria-Irá Rodrigues

 

 

 

COITADO DO ZÉ MATUTO

 


 

Voltou a viver tristonho

A mulher que tanto amava

Fugiu com seu vizinho

Enquanto ele trabalhava

Pela porta dos fundos

A amada escapava.

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O ciúme de Zé Matuto

Foi a sua destruição

Deixava a mulher trancada

Sem nenhuma opção

Buscando sua liberdade

Bateu asas a Conceição.

X 

Quando Zé chegou em casa

Procurou o seu amor

A casa estava vazia

Na cama o cobertor

Abraçou como se fosse ela

Mas ali só restava dor.

 X

Zé se sentindo culpado

A culpa batia forte

Jogou fora sua amada

Agora estava sem norte

Se ela não voltasse

Ele preferia a morte.

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Irá Rodrigues

 

xxxxxxxx 

 

 

 

Zé Matuto viajou

 

Pro velório do sogro

Um homem respeitado

Por toda aquela região

De longe viu o cunhado

Chegou tirou o chapéu

Deu um abraço apertado.

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Ao ver a situação

Se sentiu envergonhado

Logo trouxeram cerveja

E um porco bem assado

Todos na maior fara

E na sala o velho esticado.

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Zé Matuto não viu a noiva

E foi procurar a donzela

Com certeza estava triste

Na maior churumela

Quase caiu de costas

Quando se encontrou com ela.

x

 Com uma garrafa de pinga

Ela no terreiro dançava

Tudo que encontrou ali

Morria e não acreditava

O pai morto no cachão

E a filha se embebedava.

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A noite foi um tormento

O velho foi enterrado

Não teve uma só lágrima

O momento foi festejado

O Zé Matuto fugiu dali

Meio zonzo e atrapalhado.

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Autora- Irá Rodrigues

 

ENTARDECER

      Acho o momento mais lindo do dia É quando o Sol cansado vai se despedir A tarde embalada com a brisa do entardecer O céu c...