segunda-feira, 12 de agosto de 2024

A DISPUTA DA CIGARRA E DO GRILO

 


A cigarra aquela noite

Foi cantar na praça

O grilo chegou perto e disse:

Não estou vendo a graça

Seu canto é desafinado

E só quer fazer pirraça.

X

 Senhor grilo por favor

Deixe de palhaçada

Sempre canto nessa árvore

E animo a criançada

Que sentam pra escutar

Ainda sou elogiada.

X

 Com certeza não ouviram

A minha bela cantoria

No meu cri..cri...cri...

Eu só trago alegria

Quem vai querer trocar

Sua falta de magia.

X

 A cigarra então falou;

As crianças estão chegando

Vou começar a cantar

Você fica escutando

Depois será sua vez

E saberá quem tá agradando.

X

 A cigarra abriu seu canto

Com toda sua atenção

Lá embaixo as crianças

Na maior animação

Atentas olhavam a cigarra

Com aquele seu vozeirão.

X

 

Agora era a vez do grilo

Na grama começou a cantar

Cri..cri...cri... foi aquela confusão

As crianças começaram a gritar

Não gostamos do canto de grilo

Dessa vez vamos lhe pegar.

 X


O grilo amedrontado

Percebeu que era hora

Não gostavam do seu canto

Melhor era ir embora

Derrotado pela cigarra

Correndo dali caiu fora.

X

 

Autoria- Irá Rodrigues

 

 

 


TEM HISTÓRIA PRA TODO CANTO

 


O bicho que mora na caatinga

Gosta de um umbuzeiro

Quando fala tem razão

É sombra o dia inteiro

Quem procura abrigo

Chega correndo ligeiro.

X

 

Se tem aguada por perto

Deita olhando a beleza

Do verde que brota

Na vida da natureza

Pra quem enfrenta a seca

Essa é a maior riqueza.

X


E lá pro sertão brabo

O bicho sofre calado

Enfia a boca no chão

Pra encontrar um punhado

Apenas uma babugem

Naquele chão rachado.

X

 Pra seca o que acalenta

Na hora da emergência

É o nobre mandacaru

Planta de grande resistência

O gado sofrendo berra

Querendo sua independência.

X

 

E quando chove seu moço

Os bichos saem festejando

A cobra toda contente

Pelo verde vai rastejando

Só se ver felicidade

Nenhum bicho reclamando.

X

Remoendo de pança cheia

O jabuti fica deitado

Se alguém reclamar

Diz que está cansado

De tanto comer folhas frescas

Se sente refastelado.

X

Se quiser saber mais

A noite fica escutando

O gado dorme tranquilo

Não se ver mais berrando

É a natureza aplaudindo

E os bichos festejando.

X

 

AUTORIA-Irá Rodrigues

CERTA TARDE AS OVELHAS

 


 

Foram pra beira do rio

Uma saiu despercebida

Encantada com o verde

Pela mata foi perdida

Sem perceber caiu

No arame foi ferida.

X

As outras voltaram

No curral foram abrigar

Só na manhã seguinte

Lembraram de procurar

E seguiram pelo caminho

Sem nada encontrar.

X

 

Num canto a ovelha gemia

Não conseguia caminhar

A perna estava ferida

Teria que se arrastar

Só não tinha certeza

Se em casa iria chegar.

X

 

Do outro lado as amigas

Não perdiam a esperança

Encontrariam a ovelhinha

Indefesa feito criança

Mas a noite chegou

E nada de mudança.

X

 E assim todos os dias

Voltavam pra procurar

Uma hora com certeza

Elas iriam encontrar

E foi aquela agonia

Todas começaram a berrar.

X

Do outro lado do rio

A ovelha ferida ouviu

Respondeu com berro fraco

Do lado de cá se aplaudiu

E foi aquela alegria

Até o carneiro sorriu.

X

A amiga foi encontrada

Fizeram uma festança

Com cuidado foi levada

Não morreu a esperança

Já segura no curral

Era hora da comilança.

X

 

Irá Rodrigues

 

O ALERTA

 

 


Começando as aulas

Vamos ter mais atenção

Vivemos na quarentena

Lave sem sua mão

Para se livrar desses vírus

O melhor é a prevenção.

X

E precisa levar seu álcool

Se higiene bem direitinho

Antes e depois de comer

Deixe tudo bem limpinho

O vírus adora morar

Em local sujinho. 

X

Abra a água corrente

Lave do cotovelo aos dedinhos

Use sempre o sabão

Só dura uns minutinhos

Vai ficar higienizado

E livre desses bichinhos.

X

Não empreste seu material

Deixe-o bem guardado

Não se aproxime muito

Nem pegue nada emprestado

Sempre use álcool gel

Deixe tudo bem asseado.

X

Nesse período de vírus

Vire herói ou heroína

Lute para se proteger

Seja menino ou menina

Se aliem nessa luta

Contra essa doença ferina.


Autora- Irá Rodrigues

sábado, 3 de agosto de 2024

AS ABELHAS

 


O homem fazia queimadas destruindo toda a floresta, as abelhas estavam exaustas, sem forças e muitas morrendo por causa do calor intenso. Perderam suas colmeias e precisavam fugir antes que morressem sapecadas pelas labaredas do fogo que estava consumindo tudo pela frente.

Era verão, o calor era muito, as abelhas saiam bem cedinho em busca de flores ou não poderiam produzir mais o mel e isso mataria a metade da sua colmeia. E sem comida a vida estava ficando difícil e agora para piorar o homem ataca com fogo acabando com o bem maior da natureza que são as árvores daquela floresta. Logo a floresta ficou apenas com árvores queimada e os bichinhos que não conseguiram fugir morreram queimados. A abelha rainha reuniu todas as outras abelhas e decidiram ir para o outro lado da montanha onde lá existiam flores e água a vontade e assim sem levarem nada partiram e foram viver outra história até que o homem não resolvesse usar das suas maldades destruindo a flora e a fauna.

 

Autoria- Irá Rodrigues

 

 

 

O BALANÇO


 

Todo jardim tem um balanço e toda criança gosta de voar como se tivesse asas de passarinhos, é como se alcançasse as nuvens, ela voa além das flores e na sua visão alcança lá do alto o mundo colorido daquele jardim cheio de aventuras. E quanto mais se balança ela vai subindo como se o vento lhe empurrasse e ela se encanta no meio de milhões de borboletas, encantada ela ver as águas do riachinho que corre no meio da vegetação com tanta pressa para chegar a algum lugar. Ver a rua do outro lado, outras crianças correndo no parque, gente subindo e descendo nas ruas estreitas, e quando passa um cãozinho a correndo se encanta com tanta estripulia.

E pensa feliz:

- Se as árvores fossem bem mais altas eu poderia ver até o castelo das fadas lá nas terras onde tudo é feito de magia.

 

Autora-Irá Rodrigues

FESTA DA JOANINHA

 


 

APRESENTAÇÃO

 

Ao entrar no mundo encantado dos insetos, vai conhecer a Joaninha empinando suas antenas, abrindo suas lindas asinhas, feliz com a chegada da sua festa, vai poder voar na leveza de uma borboleta. Imaginar que numa linda floresta se divertindo com a centopeia. Com certeza irá conhecer lugares distantes, onde a fantasia é capaz de nos levar. Poderá criar um mundo de sonhos, brincadeiras, fantasias e acompanhar o ritmo e vida de cada bichinho preso nesse livro.

Deixe sua imaginação viajar ao sabor das aventuras dessa linda história.

 

                                        Irá Rodrigues

 

 

 xxxxxxxxxxxxxxx


 

 

A mamãe joaninha estava radiante. Era festa da sua linda filhota, tudo teria que ser especial, nada poderia faltar.

Todos os dias, acordava cedinho, pegava a sombrinha e saía cantarolando, precisava colher as mais lindas flores e frutas que seriam servidas no banquete refinado com muitas iguarias adequadas

Parabéns, o grande dia de debutante.

Todos os bichinhos foram convidados, dona aranha

Fica um xale com fios de ouro, o vestido todo com bolinhas de cristal, os sapatos foram feitos pelo bicho -da-seda, que caprichou deixando-o macio e confortável. Uma linda flor seria a sombrinha, presente da Assim a Joaninha seria uma princesa dos contos de fada.

 

 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

 


 

O gafanhoto Teodoro foi arrumar o bigode, passou o dia no salão, quando saiu chamou a atenção, estava sem cavanhaque, as antenas tortas e não usava o Todos olhavam espantados, o pobre parecia um espantalho. Mesmo assim, foi ao baile e se divertiu.

 

 


 xxxxxxxxxxxxxx

 

 

A formiga é muito vaidosa, queria ser a mais bela

Que a cigarra, comprou fita vermelha para amarrar na cabeça, na cintura um laçarote, colar de bolas, leque para se abanar e uma sombrinha. De tanto se admirar no espelho, foi retirando os acessórios, ficou envergonhada ao ver a simplicidade da cigarra, pensou: Para ser elegante não seria necessário tanto enfeite.

O mais importante era se divertir, bastava ser feliz, o enfeite mais lindo era a alegria que nasceu no coração e faz com que a beleza de fora seja radiante,

 

 

 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

 


A borboleta Zazá, por ter suas longas asas, se achava a mais linda, calçou sapatinhos de veludo, assim, não machucaria seus pezinhos, escolheu um traje com as cores do arco-íris, perfumou-se e pariu como fada esvoaçante.

 

 

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

 

 

O dia estava atrasado, o Sol demorava para acorda. A nuvem fazendo pirraça começou a soluçar, espirrou tão forte que logo a chuva desabou. O Sol não querendo prosa foi tirar um cochilo, a nuvenzinha peralta despejou um temporal, os bichinhos felizes dançavam e festejavam. A borboleta num cantinho se encolheu, se molhasse suas asas perderia a festa da Joaninha, bem conseguiria mais voar. Não tinha sombrinha, se abrigando nas pétalas de um girassol até que a chuva parasse.

 

 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx



A cigarra afinava a voz querendo ser a cantora da festa, pobrezinha estava fanhosa só sabia assoviar. Envergonhada, num canto se escondeu, triste sem ninguém para conversar.

 

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

 

 

Dona aranha estava apressada, tecia fios para sua roupa, passava o tempo e nada de terminar. Se não se apressasse Iria perder a maior festa da floresta, a chuva não parava, desistiu preferindo ficar em casa, muito triste foi dormir em sua teia.

 

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

 

 


A lagarta ao ver a elegância da centopeia com seus cem pezinhos calçados foi logo perguntando:

- Onde vai toda formosa? Eu aqui trabalhando.

- Vou ao baile da joaninha! Oras! A amiga não foi convidada?

- Sim, sim, sim! Mas estou atarefada, logo entrarei no casulo e por lá ficarei um tempo, voltarei como a mais bela das borboletas, poderei participar de festas e muitos bailes.

- Boa sorte! Cada um tem a sua missão, a lagarta se encolheu num tronco, a centopeia seguia toda esvoaçante.

 

 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx


 

Dona tanajura desfilava com seu bundão, muito enfeitada, levava nos braços bolsa, sombrinha, na cabeça um laçarote, na cintura fina uma fita dourada com ramalhete de flores. Saiu se requebrando se sentindo maravilhosa.  Veio um pé de vento arrancou todos os enfeites deixando a pobre totalmente pelada, mesmo assim, não desistiu da tão famosa festa da Joaninha.

 


 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

 

 

O passarinho aventureiro disposto a se divertir não caprichou no visual, se achava um nobre com suas penas azuis. Colocou apenas o chapéu, levou seu melhor sorriso de bico a bico e seguiu cantarolando.

 

 

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

 

 

De longe se avistava a tartaruga Zazá, querendo ser a mais enfeitada exagerou, no casco pontinhos de luz, nos braços muitas pulseiras, colar de pedras verdes, um chapéu com laçarote cor- de- rosa, para completar sapatos dourados e óculos vermelhos.

Os coelhos ao ver começaram a criticar. Envergonhada arrancou tudo, colocou apenas uma flor na cabeça, precisava se apressar, com tanta lerdeza perderia a festa.

 

 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

 


 

A lagartixa Esmeralda estava nervosa, perderia aquela festa, ao ver todos passarem a vontade lhe dominava, triste se lamentava, tinha abocanhado a prima da joaninha que ordenou ao escorpião que não a deixasse entrar, de tanta inveja a pobre da ficou amarela.

 

 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx



A minhoca chegou atrasada, tudo culpa do besouro Totonho que a obrigou caçar um túnel para que se abrigasse no inverno. Apressada se enfeitou, vestido amarelo, na cabeça um laçarote, estava muito formosa, pegou carona no amigo coelho e chegou na festa.

 

xxxxxxxxxxxxxxxxx

 


A menina joaninha estava radiante de felicidade, a festa foi um sucesso e para agradecer aos amigos, deu de brinde uma caneca pintada com sua foto. Assim, a noite escureceu, as cortinas se fecharam aplaudindo a Joaninha.

Agora é sua vez, sente-se no chão, na cama ou no sofá, abra o livrinho leia com toda atenção, é hora de viajar nas aventuras de cada convidado, depois, crie a sua historinha com ajuda dos bichinhos. Eles moram aí em seu jardim.

 

Beijos com sabor de chocolate, algodão doce e folia da joaninha.

Tia Irá Rodrigues.

 

 

 

 

 

 

ENTARDECER

      Acho o momento mais lindo do dia É quando o Sol cansado vai se despedir A tarde embalada com a brisa do entardecer O céu c...